
Parte I: Uma (não) breve despedida
Óquei, o blog novo não está de todo pronto, mas já dá prá ir. Acabei de arrumar hoje. Acabei de arrumar esse lay out novo, sozinha. Por isso que ficou torto e tosco, mas deu prá passar bem o que representa.
Eu gosto de despedidas. Quanto mais longas, melhores. Talvez eu tenha um lado masoquista tão grande quanto o sádico e nunca me toquei disso.
Poisé. Morte ao disturbed_bel-ponto-uébiloguer-ponto-com-ponto-beérre. O endereço novo, se alguém que não recebeu quiser, deixa seu e-mail no comentário (logo aviso que se você completar na caixinha onde tá "e-mail", eu não consigo ler do mesmo jeito, então escreve no comentário mesmo)
Esse blog... início quando eu tinha dezesseis. Inacreditável como meus posts eram idiotas e maçantes.
...
Eles ainda são idiotas e maçantes, mas agora ao menos não escrevo "assiiiiiiim, amiguuuuuuus".
Uma vez o Flávio escreveu no blog dele que todo primeiro post é assim. E eu acho que concordo.
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Parte II: A cara de melão
Arranquei meus cisos. Ó. Os quatro de uma vez só. Ó². Eu podia fazer um post engraçado e sarcástico sobre isso, mas estou com sono demais.
Meu queixo inchou, fiquei parecendo um melão, literalmente. Muito legal o povo do cursinho me atazanando.
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Parte III: O poeminha de duas semanas atrás
Escrevi isso. Gostei um pouco. Gostei de uns pedaços. Poema prá mim não rima, poema prá mim não é métrico, poema prá mim é sentimento. E sentimento não rima, nem métrica. Inspirado em algo que eu tinha escrito atrás para uma pessoa que era especial.
Inspirado?
Posso dizer que é um sarcasmo interno. Eu jogando sal em minha própria ferida.
Sem título
Ela morreu
Ela morreu, meu deus
Os olhos abertos, vidrados
Eternamente fitando suas asas cinzas
Ela morreu
Contemplando o que não há de bom
Pobre menina, não devia ter vivido a vida
Vida é o que não há
(não mais)
Dentro daqueles olhos fantasmagóricos
Fitar-lhes não lhe dá arrepios?
Moda, sexo, glamour, diversão
Algo mais faz sentido
Para aquele corpo em desmazelo
Arremessado de encontro a parede
Com o crânio esmagado de encontro a seus próprios sonhos?
Alguém a segure
Ela está levantando
É uma visão agoniante
Vê-la andar por aí, mais morta que viva
Com pedaços do coração espalhados pela roupa
E caindo e sujando nossos sapatos
(não era a cabeça que ela havia machucado?)
Segurem-na
A morta está inerte
Mas anda por aí
Segurem-na
Suas pústulas dão-me nojo
Não?
É o que chamariam verdadeiramente de uma morta-viva
Melhor ainda: uma viva-morta.
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Parte IV: Suicídios
Uma vez uma garota me disse "um dia, quase me matei porque briguei com meu pai".
Gastei força de vontade prá não rir na cara dela.
Uma vez li no blog um menino que disse "odeio minha mãe, quero matá-la e me matar. Ela esqueceu de comprar minhas folhas de fichário"
Não evitei um comentário absurdamente ofensivo. Perdi a amizade, mas acho que não perdi muita coisa.
Uma vez uma garota me disse "fui parar no hospital porque tentei me suicidar. Meu namorado terminou comigo".
Só não xinguei muito porque é uma amiga a quem muito estimo. Mas mesmo assim, xinguei.
Pessoas assim deveriam se matar de vez. Elas vivem para si mesmas ou para os outros?
Não são os outros que me fazem sangrar, sou eu mesma. Eu mesma, quando vejo o quanto isso me afeta, e quanto deixo pessoas me descobrirem, e me usarem. Eu deveria tentar ser mais fria.
O erro é meu, mas não me mato. Sou pior que um carrapato, pregado nas costas da vida, sugando o que ela tem de pior e melhor, me fortalecendo na minha existência insignificante e vazia.
Afinal, eu sou única e exclusiva, assim como todo o mundo é.
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Parte V: O primeiro post ou O Fim
Eu havia falado antes sobre o meu primeiro post aqui. Pois é.
Vou (re)publicá-lo aqui, agora.
Quem nos dera, né. Se a vida fosse assim. Cada fim é um começo, e cada começo fecha as cortinas do fim. Acho que é o que chamam de ciclos. Mas os ciclos não são blogs, são bem mais que isso.
Você nasce sem nada, chorando e coberto de sangue. Muitas vezes na vida você está sem nada, chorando e coberto se sangue. Geralmente é nessas horas que você tem certeza que vai morrer.
domingo, 27 de abril de 2003
Ae, galera!!!!! Parece que agora finalmente consegui arrumar o template, graças a minha doce irmã Larissa!!!!! Valeu, mina!
Bom , esse post vai ser curtinho... só prá sentir o gostinho, hahaha!
Bjosss!
E foi esse meu primeiro post. Brilhante? Não.
Nunca foi.
Se alguém quiser matar saudades desse blog, deixa nos comentários um pedido, que eu mando o link dos arquivos para que vocês possam rir de mim.
E agora, é o fim.
Assim, com um beijo, eu morro
Um beijo para esse blog.
*ouvindo Sopor Aeternus - "Dead Souls"*
(música perfeita para O Fim)
Por DiStuRbed BeL - às 04:17:23.
Já me mataram[22]vezes
*tentando abrir a planilha de aula*
Parte I: Enfie a carapuça no cu

(nada a ver com o post, mas é que essas fotografias da Heidi & Sabina ficaram lindas. Vejam tudo no White Rabbit Studio. E viva as pin-up's)
Eu não suporto "sutilezas".
Muitas vezes as pessoas falam as coisas, e quando o outro retruca, a pessoa diz "não disse que foi prá você, mas se a carapuça serviu..."
Meudeus.
Como eu odeio esse tal de "se a carapuça serviu".
Particularmente, eu não tenho dessas. Se a pessoa passou dos limites, eu sou direta. Falou idiotice eu mando à merda, à casa do caralho, e a lugares semelhantemente agradáveis.
Esse negócio de sutilezas e de carapuças servindo é prá quem não sabe ser direto e claro com classe.
...
Não que mandar pessoas à casa do caralho seja ter classe, mas existem pessoas que merecem que a gente desça o nível um bocadinho.
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*Cradle Of Filth - Born In A Burial Gown*
Parte II: Suicídio
Agora eu me suicido de vez, porque minha infelicidade é completa.
Tiraram Passa Ou Repassa do SBT prá colocar aquela merda de Programa Cor de Rosa no lugar. Arrrrrrght.
Onde o mundo vai parar?
Eu sempre assistia Passa Ou Repassa enquanto me arrumava prá ir à aula, morria de rir (é, eu sou estúpida mesmo) com o "torta na cara"... e agora? O que me resta?
Assistir Malhação enquanto me arrumo?
Nãããão!!!
Prefiro a morte.
Ou desligar a TV, não necessariamente nessa mesma ordem.
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*Elis Regina - Como Nossos Pais*
Parte III: Últimas divagações
Meu blog novo já tá pronto. Mas tô sem coragem de abandonar esse.
Eu escrevi um poeminha, mas achei que ia combinar mais com esse blog.
Não sei nem se vou publicar. Não ficou muito bom.
Enfim... daqui a uns dias eu me mudo. Aviso vocês via e-mail quando inaugurar.
A (des)vantagem de ser uma moça solteira é que tem um cara obscecado por mim no MSN. Também, só tenho treta via MSN...
....
Que grande mentira.
Graaande mentira.
Me dê dois meses de recuperação que já estarei emaranhada até os pelinhos do dedão do pé.
No MSN, acho que é a foto. É. Maldita foto. Só porque ela mostra metade dos meus peitos sob meus cabelos vermelhos.
Ninguém nem repara no resto.
Acho que vou colocar a foto daquele patinho de borracha.
*Kittie - "Spit"*
Por DiStuRbed BeL - às 18:08:30.
Já me mataram[26]vezes
(rock japonês é uma coisa singular, vocês deveriam tentar)
Parte I: A Promessa
Eu prometo que não vou mais fazer posts depressivos e chatos. Acho que vocês, meus leitores queridinhos, não merecem ter que vir aqui e ler um monte de lamúria, por mais de quatro posts seguidos.
Gosto demais de vocês prá fazer isso.
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Parte II: Post velho
*ouvindo PJ Harvey - Good Fortune*
(eu havia escrito esse post a umas semanas atrás, mas não cheguei a publicar. como gostei, achei um desperdício ficar guardando. So, enjoy it. Ou não)
Drunk Flirt
What Kind of FLIRT are you?
brought to you by Quizilla
(drunk flirt? é mais fácil eu ficar bêbada e algum conhecido meu se aproveitar de mim nesse estado em que toda menina é facilmente xavecada)
Admitamos: Bel, você é muito mais simpática e adorável depois de alguns copos de vodka.
Eu e a bebida sempre tivemos um caso de amor. Nem lembro a primeira vez que bebi (disse "beber", não "tomar um porre violento")
A primeira vez que bebi bastante, foi aos dez anos. Ou nove, não lembro. Foi no casamento de um primo meu, e eu, minha irmã e duas primas (nenhuma com mais de 11 anos) bebemos um monte de cidra de maçã verde. Mó coisa fraca, nem fiquei feliz. Depois no aniversário de 40 da minha mãe. Depois, aos 12, fui para o internato e comecei a acreditar que bebida alcoolica era dumal e do demônio. E que se eu bebesse, jisuis não me deixaria entrar no céu. Algo no estilo "óquei, filhinha. Eu sei que você só tem 12 anos, ainda é quase uma criança, é virgem e é BV (tá, jisuis não me chamaria de BV, né?), e que você já é batizada e me ama. Mas, olha. Não posso te deixar entrar. Você bebeu um gole do licor de menta do seu pai. Fica prá próxima, amiguinha. Sua loser, vai para o inferno, la la la". E aí ele começaria a dançar e cantar no ritmo do Conga la Conga algo como "Satã tá te esperando, ele vai te fritar e cantar Chitãozinho e Xororó no seu ouvido a eternidade toda".
Depois a paranoia crença passou, mais ou menos antes de vir prá Goiás. Chegando aqui, conheci os meninos-meus-amigos-bêbados-compulsivos, do tipo que fica em buteco sem dó do insone proprietário. Vodka all night long.
Eu estava querendo parar. Mas fiquei desmotivada. E estou precisando mesmo encher a cara e fazer besteira.
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Parte III: Cinema com papai
(isso também foi escrito faz algumas semanas, quando meu pai me chamou prá ir no cinema com ele. "Milagres são reaaais.... quando se crêêê...")
Minhas impressões medíocres valiosas sobre o filme Anaconda 2
* Eles estavam procurando uma orquídea sangrenta, uma tulipa dumal, um crisântemo satânico ou uma planta carnívora que comia criancinhas no lanchinho da tarde?
* Acho que aquela moça morena é a mesma atriz que fez Alien Vs. Predator. A anaconda nem sequer encostou nela. Acho que ficou com medo porque ela já matou um alien.
* Onde diabos é Bernéu?
* Eu só vi um ator que prestasse, que era um japonês/chinês/coreano/vietnamita/coloque aqui qualquer outro país em que as pessoas tenham olhinhos puxados, e ele era completamente e totalmente lindo.
* Por que tinha um índio patachó caçando um tigre na Indonésia? Digo, ele deveria estar na Amazônia pescando e comendo biju na oca. E, claro, se preparando prá votar no segundo turno.
* O ator japonês/chinês/coreano/vietnamita/coloque aqui qualquer outro país em que as pessoas tenham olhinhos puxados parece o francês que fez o filme Infidelidade e comeu a mulher do Richard Gere o filme todo.
* Cobras têm dentes?
* Eu já mencionei que tinha um japonês/coreano/chinês lindo?
* Pessoas que são esmagadas por anacondas não sobrevivem. Não mataram aquele cara só de dó. Ele deve ser, no mínimo, filho do diretor. Ou namorado dele. Vai saber.
* Eu já falei do japonês/coreano/vietnamita gatão, né?
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Parte IV: Uma breve explicação
Só prá explicar por quê eu pico meus posts em pedaços. Não, não é nenhum sonho estripador, não.
É só que como eu sei que muitas vezes ecrevo demais e sobre muita coisa, acho que ninguém é obrigado a ler tudo. Quem não tiver com saco, vê o pedaço menor e lê. Ou não. Ninguém é obrigado a ler nada. Enfim, me enrolei na explicação.
*ouvindo Das Ich - Gottes Tod*
("A morte de Deus"... por isso que adoro Das Ich)
Por DiStuRbed BeL - às 14:33:09.
Já me mataram[30]vezes
*abandonada no MSN, abandonada em casa*
Parte I: A solidão
So, I prefer to lie in darkest silence alone... listening to the lack of light, or sound, or someone to talk to, for something to share...-but there is no hope and no-one is there.
(Sopor Aeternus - No-one is there)
*eu, sozinha em casa, totalmente abandonada e quase esfolando os pulsos de tanta tristeza.
Mamãe saiu com o namorado, e eu tava esperando a Lara chegar prá não ficar tão sozinha. O telefone toca*
Bel: Sim?
Lara: Bel, sou eu. Tô aqui na casa do Harley.
(Harley é o ficante/namorado/trepante da minha irmã)
*Bel murcha totalmente*
Bel: Ahn... tá.
Lara: Tá bom?
*Bel tentando não parecer muito carente de atenção*
Bel: Tenta não chegar muito tarde, viu?
Lara: Eu tô sem chave
(isso significa: vou demorar)
Bel: Ahn... vou ficar sozinha mesmo?
Lara: Não fica triste não. Tchau.
Ouié. Não sei como eu poderia ficar melhor.
Só não saí na hora prá me cortar toda porque tava conversando com a Sugar no MSN.
Santo açucar!
O pessoal aqui não é muito sensível comigo.
Digo, já é a segunda manhã em que acordo e a primeira coisa que ouço é minha irmã e minha mãe reclamando de mim. E dessa vez eu ando triste demais prá aprontar alguma coisa.
Acho que ando fingindo bem demais que estou ótima, e elas começaram a acreditar nisso.
Ou não. No fim das contas, é melhor não esperar o apoio de ninguém. Cada um quer cuidar do próprio rabo, viver a própria vida. Mesmo as duas sendo meus pilares quando eu não posso, cada uma tem seu namorado, está vivendo. Prá que ficar tentando segurar a caçula-problemática? No lugar delas, eu provavelmente também faria isso. Ia sair, beijar na boca, me divertir e pronto. Cada um com seus problemas, não é assim que funciona?
Honestamente. Tem um vazio imenso dentro de mim, e eu não sei o que há. Isso tá me deixando doente. Eu conseguiria escrever um poema sobre isso.
Ou um livro, agora que ela já me ensinou o que é plot twist.
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Parte II: Aventuras de uma tarde escaldante no Centro-Oeste
Eu, lavando o quintal de casa, num calor de 650°.
A mangueira ligada e eu empurrando a espuma com o jatinho em frente do portão. Aí vem um moço uniformizado que nem um escoteiro.
- Moça, eu sou da fiscalização do (...)(não entendi fiscalização do que) da Prefeitura e, se a senhora (O.O) não desligar essa mangueira agora, vou ter que avisar meu superior que nesse endereço está ocorrendo desperdício de água.
- Então informe ao seu superior que nesse endereço tem alguém lavando o quintal e que não vai desligar mangueira nenhuma até acabar.
- Mas moça... dá uma olhada no tanto de água que tá espalhado pela calçada. Olha, vou ter que avisar meu superior disso. *olhando e anotando o número da minha casa*
- Avise ao seu superior que a água, quando em plano inclinado, tende a escorrer e se espalhar.
- Eu vou ter que te multar.
- Não precisa, a conta de água já é o suficiente.
E não é que ele foi embora? Se multou ou não, não sei. Acho que nem quero saber.
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Parte III: Aventuras de uma noite escaldante no Centro-Oeste
É só em Goiás mesmo. Só em Goiás eu tenho a oportunidade de estar indo para o cursinho e contemplar no caminho um doidinho cantando "O Fortuna" liricamente, usando um liquidificador como microfone.
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Parte IV: Suspiros
Por acaso eu já mencionei nesse post o quanto estou me sentindo sozinha e triste?
Isso não é comum em mim.
Estou arrumando um template novo para mim.
Ainda não decidi se mudo a URL também. Fugir é bom. Muito bom.
*Tori Amos - Me And A Gun*
(definitivamente, é melhor eu mudar de música)
Por DiStuRbed BeL - às 01:32:18.
Já me mataram[25]vezes
*com saudades dela, falando merda no MSN com esse japonesinho foda*
Cell Block Tango - Trilha sonora do filme "Chicago"
Todas
(Pop. Six. Squish. Uh-uh. Cicero. Lipschitz!)
Ele mereceu. Ele mereceu. Ele só tem a si mesmo para culpar. Se você estivesse lá, se você tivesse visto, aposto que faria o mesmo.
Liz (falado)
Você sabe, as pessoas têm esses pequenos hábitos que te enlouquecem. Como o Bernie. Bernie gosta de mascar chiclete. Não, mascar não. Estourar (pop).
Bem, eu cheguei em casa naquele dia, e eu estava realmente irritada, procurando um pouco de consolo, e lá estava Bernie deitado no sofá, bebendo uma cerveja e mascando chiclete.
Não, mascando não. Estourando. Então eu disse: "Bernie, se você estourar esse chiclete mais uma vez...". E ele o fez. Então eu peguei a espingarda e dei dois tiros de aviso.
Na cabeça dele.
Annie (falado)
Conheci o Ezekiel Young em South Lake City faz uns dois anos. Ele me disse que era solteiro e nós demos certo imediatamente. Então fomos morar juntos. Ele ia trabalhar, voltava prá casa, eu lhe fazia um drink e nós jantávamos. Foi como um paraíso, até que eu descobri. "Solteiro", ele havia me dito. Solteiro meu ovo. Não era apenas casado, ah não... ele tinha seis esposas. Um desses mórmons, sabe. Então, aquela noite quando ele chegou em casa, eu lhe preparei um drink, casualmente.
Sabe, alguns caras simplesmente não suportam arsênico.
Todas
Ha! Ele mereceu, ele mereceu. Ele pegou uma flor como primordial. Então ele usou, e aí abusou.
Foi um assassinato, mas não foi um crime.
June (falado)
Aí eu tava na cozinha, picando uma galinha para o jantar, cuidando da minha vida. E meu marido Wilburn entra, furioso, num acesso de ciúme.
"Você vem trepando com o leiteiro" ele disse. Ele tava louco, e continuou gritando "Você vem trepando com o leiteiro!".
E aí ele caiu na minha faca.
Ele caiu na minha faca dez vezes.
(...)
Velma (falado)
Minha irmã Veronica e eu fazíamos apresentações em dupla e meu marido Charlie nos acompanhava nas viagens.
Para o último número de nossa apresentação, nós fazíamos 20 acrobacias. Um, dois, três, quatro, cinco, fisgas, águia arregaçada, saltos para trás, saltos duplos, um após o outro.
Bem, essa noite nós estávamos no hotel Cicero, nós três, bebendo e dando umas risadas, até que o gelo acabou. Então eu fui pegar mais. Eu voltei, abri a porta, e lá estava Veronica e Charlie fazendo o número dezessete: a águia arregaçada.
Eu fiquei num estado de choque tããão grande que apaguei por completo. Não consegui lembrar de nada, nem mesmo quando eu estava lavando o sangue das minhas mãos. Ainda nem sabia que estavam mortos.
Todas
Ele mereceu, ele mereceu. Mas eu não fiz isso. E mesmo se fizesse, quem vai dizer que eu estava errada?
Mona (falado)
Eu amei Alvin Lipschitz mais do que posso dizer. Era um artista... sensível... um pintor. mas ele era problemático, estava sempre tentando se encontrar. Ele saía toda noite, sempre tentando se encontrar e no caminho encontrou a Ruth, a Gladys, a Rosemary e a Irving. Acho que se pode dizer que nós terminamos por diferenças artísticas.
Ele se via vivo e eu o via morto.
Todas
Que sujeirada. Que sujeirada.
Ele mereceu, ele mereceu. Porque se eles usaram-nos e abusaram de nós, como você pode nos dizer que estávamos erradas?
Ele mereceu, ele mereceu. Ele só tem a si mesmo para culpar.
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Acrescente à música:
Bel (falado)
Eu o conheci de um jeito estranho. Mas, sabe, foi amor. Eu nunca tinha amado um cara antes, e ele me fazia tão feliz. E era tão perfeito, dizia que me amava e que ia casar comigo. Até mesmo falamos em filhos, eu estava tão feliz.
Pena que ele tinha um problema em me dizer a verdade sobre as coisas.
Mesmo assim, sou uma garota do bem, e resolvi lhe mandar um presente.
Espero que ele goste de Antrax.
Ou então:
Mesmo assim, sou uma garota do bem, e resolvi lhe mandar um presente.
Um lindo relógio.
Só esqueci de mencionar que era uma bomba-relógio.
Pena que ele não descobriu a tempo. Vai demorar um tempão até a perícia juntar todos os pedacinhos dele espalhados pela casa.
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*Sopor Aeternus - Only The Dead In The Mist*
Já devo estar melhor. Estou (fingindo) tirando sarro disso.
Não, não estou com raiva. Pelo contrário. Só fiz essa brincadeira prá ver se eu ria um pouco.
Funcionou.
Garotas, pensem no cara que mais te magoou. Pensem na pessoa que você mais odeia, e escreva um pedaço da música você também.
Sério. A caixinha de comments é de vocês.
Esfaqueiem, enforquem, degolem, capem, arranquem o couro.
Toda mulher com mais de 15 anos já foi feita de trouxa por um cara.
Vomite sua raiva aqui.
E bem-vinda ao clube.
*ouvindo Sopor Aeternus - No-one Is There
Por DiStuRbed BeL - às 21:31:21.
Já me mataram[17]vezes